sábado, 7 de novembro de 2009

Diário de bordo - 09-07-09 - Helsinque

Voltando às aventuras no terra do frio, mais um dia de Finlândia e só nesse quarto dia é que fomos dar uma volta pelo centro de Helsinque. Tendo dormido na casa da minha amiga, acordamos cedo e pegamos o trem até o centro. O Ed e o Jake já nos esperavam na frente de uma igreja toda branca. Dali, decidimos dar umas voltas.

Passeamos por lojinhas de lembranças. Os preços estavam meio salgados, mas nada tão chocante como o que tínahmos visto em Paris. Fomos até uma feirinha de artesanatos e comidas. Tinha tanta gaivota que dava até medo. Elas podiam te deixar uma lebrança a qualquer momento. Depois passemaos numa pracinha e não pude deixar de exercitar meu senso de humor, apesar que eles ficaram um pouco tensos. Alguém disse: "quer ser preso?" Só por tentar dar um pouco de prazer pra pobre estátua? Mas de verdade, acho que ninguém ia me prender. Só dar uma multa de 80 euros, que é o que acontece com praticamente qualquer contravenção do finlandês, tudo tem uma multa de 80 euros.



Daí, decidimos ir pra algum museu, já que havia muitos nas redondezas. Escolhemos o de história natural. Lá, pelo menos, eu ia poder ver o tal dos elks. Empalhados, mas pertinho. O museu era um pouco confuso pros estrangeiros. Ao entrar em cada sala, a pessoa tinha acesso a uma pasta com várias páginas de explicação, mas não havia nenhuma marcação ou ordem. Lembro que o Ed ficou bastante irritado, mas eu estava sossegado, sem ler nada, indo de sala em sala e curtindo a estética dos bichinhos.

Tiramos umas fotos engraçadas, nos divertimos, só lamentando que minha amiga, eio avessa a museus preferiu ficar do lado de fora. Pude finalmente ter meu contato com os elks e acho que isso me apazigou. A vontade passou.



Depois de mais fotos no museu, decidimos ir embora. A fome batia, já era hora de comemermos alguma coisa. Um foi perguntando pro outro o que queria comer e decidimos comer num shopping e comida chinesa foi o escolhido. Mas ao chegar no restaurante,

O Ed se deu conta de onde íamos e ele disse que não gostava de comida chinesa e foi sozinho comer um pizza. A gente chegou bem tarde no restaurante e ainda tinha 5 minutos do buffet pra comer, mas a mulher do restaurante, numa simpatia oriental, não deixou a gente pegar do buffet. Fomos pra mesa pedir os pratos. Foi um banquete!

Depois, demos uma volta pelo shopping e pude comprar mais presentinhos.
A Sheela teve que ir embora, percebi que ela não muito fa desses passeios turísticos, e continuamos os três meninos andando pra lá e pra cá na velha cidade.

Na frente da sede do governo uma surpresa. Havia um grupo de pessoas com umas bandeiras estranhas e olhavam pra gente com desconfiança. Começamos a especular, o que poderia ser? Era um grupo pequeno, cerca de 30 pessoas, estavam protestando? Contra o quê? Tinha uns carros de polícia a certa distância. Não conseguimos chegar perto, mas ficamos bem curiosos.

Depois, fomos a um dos pontos turísticos da cidade, onde, de fato, encontramos muitos turistas. Trata-se de uma igreja que foi feita dentro de uma gruta. Ela é toda de pedra natural, e o teto é todo de cobre. Ficamos ali um pouco, vendo o movimento, tirando umas fotos e depois, decidimos ir pra casa.



O próximo movimento era passar no mercado, nos abastecermos de besteiras e depois partir para pegar nosso barco rumo à Estônia. Apesar de muitas aventuras se passarem na noite da quinta ainda, vou concentrar toda aventura de ida, estada e volta para o próximo post.

domingo, 25 de outubro de 2009

Conversation after 1am

Him:Yeah, but he is always on my mind.
Me: Okay, so jerk off and you'll be fine.
Him: I can't, there are so many emotions involved now.
Me: So, try an emotional jerk-off.
Him: Does that exist?
Me: Well, if it doesn't I can patent it and sell you for a bargain.
Him: And then I can cum feelings.
Me: Hum... We'd better go to bed. To sleep.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Diário de bordo - dia 08-07 – Ainda o Leste

Muitas pessoas devem ter se perguntado por que eu não citei a tradição de tirar os sapatos ao chegar em casa, exceto no final do segundo dia. Já explico: foi nesse ponto que algo aconteceu comigo, que fez os pais do meu amigo, se não tivessem me achado idiota o suficiente por ter trancado a chave dentro da própria mala, tiveram a certificação.

Ao chegarmos de Koli na noite anterior, entramos na casa e há uma área coberta do lado externo com uns degraus, o que os americanos chamam de porch, mas aqui no Brasil não sei como chama (viva a Wikipedia => chama-se alpendre). Deixei ali, no espaço que tinha. O Jake insistiu: Deixa ali dentro, pois havia uma espécie de hall antes de entrar na sala. Eu, teimoso, falei, não, depois eu guardo.

Eis que sou acordado no dia seguinte com a seguinte notícia: choveu a noite toda. Seu sapato ensopou. Eu te falei que era pra por pra dentro. Sim, caro leitor, eu mereci a reprimenda.

Acordado e envergonhado e des-sapatado, tive que aceitar a hospitalidade do pai e emprestar suas botas. No fim, foram muito práticas já que nosso programa do dia era passaer pelos arredores, conhecer os campos e as casas da família. Moravam todos ali no mesmo terreno, a sua vó, seus pais e tios.

Visitamos os campos de morango e o poço artesiano que já não serve mais tanto para seu objetivo inicial e uma casinha tamanho pequeno pra quando usam o forno de defumar. O tio dele havia pescado uns peixes e a mãe dele estava a defumar para nós, para a derradeira refeição.


(vejam eu, as botas e a casinha ao fundo)

Depois, já voltamos à estrada e a minha obsessão por elks continuou, mas de novo, no meio do dia, e sendo bichos tão tímidos, fique a ver árvore e árvore e nada de elk.
Aproveitamos a proximidade e fomos até a casa antiga do nosso anfitrião. A casa em que estivemos tinha sido termiada há pouco tempo e muito ainda havia ficado na casa anterior. Ela estava perfeitamente mobiliada e tão arrumadinha que eu passei a duvidar que lá houvesse pó. Fizemos um hour tour, por todos os cômodos e fotos e tal e partimos, pé na estrada rumo ao sul. Mas antes, estando no país dos lagos, eu queria passear na beira de um lago. Ele conhecia um bom no caminho e lá fomos nós.

O dia estava nublado. Chovia de leve, garoa filha da p..., e depois parava. Um ou outro raio de sol se filtrava por entre as nuvens por instantes. Daí, paramos num lugar, compramos um sorvete e fomos para a beira do lago. Eu queria porque queria entrar na água, e acabei tirando o sapato, que sim, ainda estava meio úmido, e fui molhar as canelas.



Eis que para minha surpresa a água nao estava tão gelada. Ou melhor, ela tava tão gelada que não sentia mais nada depois de 10 segundos. Foi o tempo de tirarem uma foto com pose de 'que delícia!'. Sai correndo da água com medo de sofrer hipotermia da cintura pra baixo, para no joelho!

A restante da viagem foi muito sossegado. Paramos na estrada pra comprar comida, e estavamos bem cansados, ainda mais ele que tinha dirigido tantas horas, mas daí fizemos o seguinte: o combinado é que essa noite eu dormiria na casa da minha amiga, pra podermos conversar e tudo mais. No dia seguinte planejamos todos juntos irmos até o centro, cerca de 20 min de onde estávamos e conhecer o que Helsinque podia oferecer aos turistas.

Assim, cheguei a tempo de jantar, um jantar todo multicultural, com comida chinesa, massa, um prato grego (?), mas surpreendemente çao tirei foto do prato. Depois, ficamos jogando conversa fora, eu ela o namorado e um amigo que também ia dormir lá, e depois fomos pro videogame terminar a noite em alto estilo: eles tinham um joguinho que é um pouco diferente do Guitar Hero, onde o jogador toca uma guitarrinha. Nesse jogo, cada um toca um instrumento, é um band game. Me colocavam pra tocar e eu até me dava bem, na medida da minha descoordenação. Na hora de cantar, a única que me eu consegui (ai de quem me chamar de emo) foi a Bring me to life do Evanescence, quase tirei 100!!! A outra foi um fiasco que abreviou minha carreira de vocalista e mostrou que o sucesso tinha sido apenas sorte.

Fui dormir pensando, o que será que o centro nos irá revelar?

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Diário de bordo - dia 07-07 – O Leste

Aqui estou de volta com as minhas aventuras.

Depois de uma noite bem dormida, satisfeito pelo jantar, mas contrafeito pelo cadeado, acordamos cedo e nos pusemos a dirigir.

Meu amigo nos levaria para o leste do país, numa viagem de mais ou menos 6 horas de carro até onde moram seus pais.A viagem foi tranquila. O tempo estava um pouco fechado e de quando em quando garoava.

No trajeto, paramos em um mosteiro dos monges cristãos ortodoxos russos. Sabe, aqueles com vestimentas exóticas e cânticos incompreensíveis? Em São Paulo, do lado do metrô Paraíso tem uma igreja deles. Sugiro que quem nã conhece vá ver alguma cerimônia qualquer dia. Mas ficamos com medo de eles serem meio tímidos e não tiramos foto de nenhum. Havia uma moça vestida tipicamente na entrada, mas no restaurante, os visitantes e as atendentes estavam vestidos normalmente.



Passeamos pelas arredores e tiramos fotos com os animais de pedra que se espalhavam pelos gramados. Entramos na capelazinha e vimos uma imitação dos quartos dos monges.

Depois de termos comido, ênfase ao pão escuro com arroz dentro que não lembro o nome e os meninos vão ter que me ajudar. O que tinha pra colocar nele era uma pasta de manteiga e ovo.




Depois retomamos a estrada. É curioso perceber que por longos trechos da viagem as estradas eram ladeadas por cercas que tinham quilómetros de cumprimento. Mas por quê? Era só olhar as placas. Havia os elks. Cuidado com os elks! Esse animal é muito engraçado. Parecido com um alce, mas um pouco diferente, é um animal típico da Escandinávia. Já tinha ouvido meus amigos de lá falar deles, e estava louco pra ver um. Viajando por tantas horas, a probabilidade seria grande. E a obsessão foi a de ver um elk. Adivinha, horas sem pregar o olho e nada. Segundo as pessoas de lá, eles são animais tímidos e só saem ao amanhecer ou ao anoiecer. Só viajamos durante o dia. Fora que o dia acabava às 2 da manhã e começava às 4h. Ou seja, no verão, não verás.

Ao final da tarde nos aproximamos do nosso destino. Fomos conhecendo as vilas e por fim, chegamos na casa dos pais do nosso anfitrião. Fomos recebidos em uma casa muito bonita, com uma refeição daquelas que fazem a gente querer ter dois estômagos.

Os pais dele eram muito simpáticos. Apesar de a mãe dele não falar inglês, pudemos nos comunicar e ficamos sabendo que tudo na casa, das fundações às tapeçarias tinha sido produzido por eles. Era emocionante.







Vejam o detalhe da cortina!

Finalmente, com o pai dele, fomos passear pelas redondezas e primeiro fomos ao museu da guerra. Em uma certa época, em guerra contra a Rússia, eles fizeram uma trincheira que atravessa o país todo. Falando nisso, estávamos pertinho da Rússia, mas com o visto custando os olhos da cara e uma mega burocracia, a Rússia nos obrigou a nos mantermos longe dela.

O museu de fato já tinha fechado, mas isso não impediu dois brasileiros de se divertirem andando na trincheira, brincando nos canhões e até pagando de noviça rebelde, se jogando na relva com florzinhas e cantando "the hills are alive"...

(essa foto não vem pra cá... muito queima-filme)

Depois, pegamos a estrada e mais uma hora estávamos no parque Koli. Na verdade, na parte que se chama Ukko-Koli. Ao contrário do solzinho frio que pegamos no museu, o tempo tava meio fechado, ams não estva chovendo. Subimos o monte e fomos até um dos pontos mais altos do lesta da Finlândia. Era um lugar mais pra gente meditar, sentir o silêncio, observar a imensidão dos lagos e das florestas.



Depois, voltando, o pai do Jake nos falou que seguindo aquela estrada, mais umas 9h a gente chegaria na Lapônia! Eis a terra do papai noel. (pra quem foi curioso e olhou a página da Wikipedia, veja que bizarro: a brasão do lugar tem um homem de sunguinha, mas lá no verão deve fazer 10 graus). Mas pensamos que 9 horas pra ir, mais 9 pra voltar, com certeza nos atrasaríamos pro jantar e a mãe dele não ia ficar muito contente. Além do que depois de viajar seis horas, viajar mais nove não era um plano nada atraente.

Voltamos pra vila que fica perto da cidade Joensuu, e em casa, pudemos tomar uma cerveja, e aproveitar a sauna. Lá a maioria das casas tem uma e é tradição familiar. Ficamos uma meia horinha,até eu quase desmaiar e saímos pra tomar um ar fresco e um suco e depois, mais suadeira. Foi bem legal. Ela é toda arquitetada, tem uma ante-sala pra tirar a roupa. Outra com ducha e uma mesinha, daí a sauna em si e uma porta que dá acesso a uma sacada toda fechada com tela, mas com umas mesinhas pra pessoa tomar um ar como se faz com um bolo na janela depois de assar.

Foi um dia cansativo e pra terminar fomos brincar de arrombar a mala. Depois de serrar e puxar com o alicate, fui descobrir as chaves, agora inúteis dentro da mala.

Ah, e não disse ainda, mas será importante pro dia seguinte, mas é tradição que se tire o sapato ao entrar numa casa na finlândia. Não só por limpeza, é uma questão de você se colocar no mesmo nível que a pessoa que te recebe, é descer do salto. Mas o que acontecerá depois de uma noite de sono?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Diário de bordo - dia 06-07 – Helsinque

Aqui estou de volta com as aventuras pela Europa. É engraçado perceber que já faz quase três meses que etive lá e ainda estou com pique de contar como foi, mas comecei, vou até o final.

Os leitores vão perceber que haverá uma mudança de estilo. Da minha escrita frenética e, não raro, cômica, passarei a uma descrição mais lenta e contemplativa, filosófica. Mas isso não é porque estou mais zen. Estou reproduzindo o que se passou na própria viagem. Depois de dias correndo como um louco pra ver 30 lugares em 2 dias, e de ter estado num lugar que não sabia quase nada, fui parar no meu destino inicial. O objetivo desde semrpe havia sido a Finlândia.

Mas por que esse país tão exótico?

Há muitos anos atrás, antes do advento da internet e essas parafernálias todas como MSN e afins, eu me vi apaixonado por enviar e receber cartas. Mandei e recebi incontáveis cartas de gente de todo lugar do Brasil, e depois, ampliando, de fora do Brasil. Daí, uma das minhas primeiras correspondentes foi uma garota de lá. Depois de treze anos, descobri que na verdade, a vizinha dela recebeu a minha carta, ams não quis me escrever e perguntou se ela queria. Me lembro com surpresa de quando recebi a carta dela, e mais ainda, quando recebi a foto dela. Imagina uma moça da cor da neve, mas recebi a foto de uma... indiana?

Foi minha primeira lição prática sobre globalização e genética. O pai dela era indiano e a mãe era um escandinava loura!

Além dela, anos depois com a internet já, fiz um amigo e ele até veio me visitar no Brasil. Precisava retrebuir-lhe a visita!

Enfim, a saída de Copenhagen aconteceu sem muitos contratempos. Afinal, depois de Paris, redobramos os cuidados e o tempo de antecedência ao voo.

Viajamos algumas horas, posto que a opção mais barata era ir pra Helsinque via Amsterdã. Lá estávamos nós de novo em Amsterdã, mas ainda não era pra desvendá-la.
Chegamos no aeroporto e tinhamos uma comitiva nos esperando: meu amigo, minha velha amiga e o namorado dela.

Abraços, cumprimentos, depois de treze anos nos escrevendo, eis que nos encontrávamos ali, de carne e osso.



Fomos pro carro e de lá, fomos pro apartamento do meu amigo. Já olhando pela janela do carro, percebi a diferença que eram as ruas, a disposição das casas e as pessoas.
Ele morava num bonito apartamento, espaçoso, bem mobiliado, com uma vista muito legal, árvores e árvores e árvores pra todos os lados...

Do lado da casa dele havia um mercado. Era tão estranho depois de ter tido contato com a língua francesa e dinamarquesa, aquela língua era muito muito diferente. A cara dos produtos era diferente também. Uma maçã continuava sendo uma maçã, mas era como se ela tivesse sido pintada com outros pincéis ou outras tintas.

Ficamos conversando e descansando até minha amiga ligar e nos dizer que podíamos ir pra casa dela. Jantaríamos lá. Foi um jantar todo indiano e a casa dela era muito legal: muitas plantas, uma decoração bem oriental, apesar de ser mais escuro que o do meu amigo. Almoçamos fartamente (inclusive uma das coisas que lembro com mais saudades da Finlândia é das horas das refeições). Depois, nós 5 - os dois brasileiros e os três finlandeses - fomos dar uma volta pra conhecer os arredores. Nem andamos um quarteirão de onde ficavam os prédios e já entramos numa espécie de bosque. Pessoas correndo, trilhas, árvores dos mais diversos tipos e aparelhos para ginástica feito de madeira. Além de fazer uns exercícios, e tirar umas fotos artísticas, tivemos uma aula de botânica: apesar de não ser a especialidade de nenhum deles, eles tinham um quê de escoteiros, sabiam pra que servia várias plantas, quais fungos eram comestíveis e coisas do tipo. Ou eles me enganaram bem, ou viver tão perto da natureza torna-a mais compreensível. Me senti um zé da cidade.




Depois, fomos parar num playgroud. Ali havia uma rede de cordas, formando uma espécie de teia de aranha e eu quis muito subir. Percebi que era complicado e que ela tinha uns 6 metros ou mais. Pensei, "isso é pra criança?". Acabei me sentindo no cirque du soleil, e me pendurei de cabeça pra baixo. Já que tava no outro hemisfério, ficar de cabeça pra baixo me fazia ficar na posição que costumo estar por aqui mesmo.




Depois, cansados, partimos pra casa. Chegando lá, percebi que nem tudo eram flores: meu pen-drive, que tava na mochila e havia passado pelos raios x da vida,pifou.

Além disso, fui procurar as chaves pra abrir o cadeado da minha mala. Nao achei em lugar nenhum e só podia ser uma das duas: ou havia esquecido na mesa da casa do Rumle, ou tinha trancado dentro da mala na pressa de fazer as malas. De qualquer forma, o Jake não tinha ferramentas ali e eu teria que esperar irmos pra casa dos pais dele, pra podermos arrombar... e eu achando que ia despistar Murphy com tantos voos pra lá e pra cá... mas ele sempre persegue (ou, ok, eu fui muito lesado...)

Mas logo isso seria resolvido. Em poucas horas estariamos partindo para o Leste.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Interlúdio: tirando as dúvidas

Meus últimos posts deixaram meus leitores curiosos, então, faço uma pausa no roteira da viagem para esclarecê-los.

Logo, volto com as aventuras na fantástica Finlândia, nossa próxima parada.


vc naum foi pra dinamarca pra ficar com o Rumle???


Não. E sim. Conheci o Rumle através deum site chamado Couchsurfing. É um site muito legal pois serve pra conectar as pessoas que gostam de viajar e aceitam ficar na casa dos outros. Ou seja, apesar de não nos conhecermos previamente, entramos em contato com ele e ele aceitou nos receber na casa dele. Claro que antes de chegar nele, vimos uns 200 perfis até chegar em uns 15 que gostamos, bem informados, com boas referências. Depois farei um post sobre o site. Mas era só isso. Alguém legal que nos receberia e não gastariamos com hospedagem e foi o que foi.


Como assim se despedir??? pra onde ele foi??? quem é Sophie-mulher/sabedoria???
Bom, quem foi embora de lá fomos nós, mas ele deixou a gente com a chave do apê dele, pois nosso voo era só no dia seguinte. E foi ficar com a namorada/rolo dele, a Sophie. Essa coisa de mulher sabedoria é invenção minha, pois sofia significa sabedoria em grego...


Cadê a foto da sereia????

Ela virá depois, pois participou de uma brincadeira na Finlândia. Colocarei as duas, a verdadeira e a "nossa".

Voces foram na parte do museu do Andersen?Gostou??????
Sim, fomos e era bem legal, veja uma foto da gente em duas das salas... A da Roupa nova do imperador e a da vendedora de flores:






Por que voce não queria ir pra Copenhagen??????
Nunca tive um porquê ir. Nunca li nada sobre lá e nem conhecia gente de lá. Simplesmente, não passava pela cabeça. Falta de contato prévio. Se arrependimento matasse... Quero voltar lá qualquer dia. Falar mais dinamarquês.

E por que diabos tinha índios peruanos lá?Seria uma invasão?
É a tal da globalização. Meedo! (risos)

sábado, 12 de setembro de 2009

Diário de bordo - dia 05-07 – Copenhagen

(depois de um longo hiato, por motivos acadêmicos, tento contiuar as aventuras e desventuras na Dinamarca e sequência)

Bom, esse post vai perder um pouco em histórias engraçadas e inesperadas, mas a culpa não é só do autor. O domingão na Dinamarca foi um dos dias mais tranquilos da viagem. Acordamos cedo (ok, não tão cedo quanto tínhamos planejado, já que a cama tava tão gostosa) e começamos a flanar pelas ruas de Copenhagen. O Ed tinha lido o guia, diferente de mim, e sabia quais eram os pontos turísticos do lugar. Eu, muito prosa, tinha chegado na Dinamarca ignorante de tudo, nem uma olhadinha na Wikipedia eu tinha dado.... tava à deriva. Mas com bons guias, era só seguir e se divertir.
Andamos por um parque, tinha uma estátua do Hans Andersen. Meu, com essa pomba ali bem localizada, dava pra dar algum crédito ao tiozinho que é a personalidade dinamarquesa na literatura universal?



Daí, passamos pela prefeitura, pelo palácio que tinha aqueles soldados com chapéus engraçados, e pose de estátua. Passou um levando uma jarra que a gente teve certeza que era a água real. Só nao entendemos porque ele teve que ter buscado no outro prédio. Não coloco nenhuma foto porque ficamos com medo de o soldado se aborrecer com fotos, e preferimos não ter que sair dali correndo. Entramos numa igreja bem legal. Até peguei umas orações em dinamarquês pra dar pra minha vó, só pra ver a cara dela.

Fomos no ponto talvez mais famoso que é a Pequena Sereia. Não, não tem nada a ver com a Ariel da Disney. Se tem, não aparentam ser iguais. É uma estátuazinha, em tamanho natural, que a gente quase passou sem ver que ficava ali. Só fomos lembrados de estarmos numa área pra turista ver porque o preço das coisas nos quiosques estava os olhos da cara. Comprei uns postais, mas nem sabia que a saga estava apenas começando. Em nenhum lugar se vendia selos. Mas, ainda temos muitas horas.

Perto ali da Sereia, no porto, pudemos ver a Opera House, que era um lugar de arquitetura muito bonita, e que tinha um mistério. No saguão interno havia umas bolas enormes, que pensei serem lustres. Nosso anfitrião nos explicou que elas era acesas e ficavam amarelas. Guarde essa informação. Parece que o fundo é pintado de vermelho. Bom, e daí? Um fundo vermelhoe três bolas amarelas? Eis a bandeira de Christiania, sabe a comunidade hippie da cidade? Mas a Opera House é pros ricaços do lugar, feita por uma espécie de Niemayer deles. Mistéério!

Já meio afastado do centro da cidade, fomos andar por vários lagos e a fome bateu. Tivemos nossa primeira experiência em um ônibus: depois de andar no guidão da bicicleta, no metrô e no trem (ao chegarmos), pegamos o ônibus. Nada de muito novo. Mas bastante confortável.

Nosso almoço não foi nada dinarquês. Fomos num café francês, mais típico que os da França (olha a ironia) e do lado de fora do lugar estavam tocando jazz. Um tiozinho muito batuta, um sonzinho muito gostoso e nós ali, nos entupindo.

O nosso host parecia meio triste, mas estava empolgado a ficar ali com a gente, pra lá e pra cá. Fomos pra uma região mais central e chegamos a uma praça. Grande com igrejas, e muita gente tocando, de um lado uns índios peruanos, depois um cara com a gaita de fole. Foi um banho de globalização auditiva, uma loucura! Até pensamos que era um mesmo cara que trocava de roupa e ficava encarnando várias nacionalidades, pois passamos pra um lado, entramos no mercado e na volta, tava outro ali. Enfim, achamos muitas lojas de presentes pros turistas, devia ter deixado tudo pra comprar lá, quanta coisa barata, e postais a metade do preço que tinha pago na Sereia. E finalmente, selos!

Finalmente, chegou o momento em que o Rumle ia embora e a gente ia ficar por nós. Ele tinha sido tão legal nesse pouco tempo, conversamos tanto, deu um aperto no coração já ter que ir embora. Nesse lugar que eu nem queria ter ido e se não fosse pelo Ed jamais teria ido mesmo, lá estava ele, montando na bicicleta, indo embora. Não que eu tivesse muito triste, eu mal conhecia o rapaz, mas eu comecei a lembrar de muitas despedidas que eu tinha passado e nunca antes, em um momento de se despedir eu sentia com tanta força o poder das despedidas todas que eu já tinha passado. Dai, fomos tomar um café pra ver se eu me distraia. Não é que me para um puto do lado do café e começa a tocar músicas de fossa? Eu ali, todo encimesmado e cheio da nostalgia das despedidas e ele tocando, não me contive e fui deixando as lágrimas rolarem. Sim, leitor, eu choro! O Ed, coitado, não entendendo nada, achando aquilo triste e divertido ao mesmo tempo.

Agora, podíamos explorar mais algumas horas pois em breve estaríamos partindo dali pra nossa nova destinação. Andando sem muita direção, mas querendo chegar a casa do Rumle, onde dormiríamos (sim, ele tinha ido pros braços da Sophie-mulher/sabedoria, e tinha deixado nos deixado a chave e a cama). Então, encontramos um museu muito interessante, era meio dois em um. Primeiro, era um acredite se puder, mil fatos e coisas que podiam ser verdade ou não, tudo meio interativo. Depois, ao sair, tínhamos acesso (se comprasse a ficha) pra uma segunda parte, o Museu Hans Chritien Andersen.

Pra completar, onde a gente virava tinha alguém tocando. Eis as vantagens de ir pra uma cidade onde tá rolando um festival de jazz, e por falar nisso, parando na praça, é só sentar e curtir o show. Ou dançar como vemos aí.

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Ah, claro que tinha que ter alguma besteira, assim, pra zicar o dia. Chegando na estação, decidimos já comprar o ticket do metrô pro dia seguinte e os guichês já fechados, vamos na máquina, que só aceitam trocado. Queimamos todas as moedas e pegamos os tickets, mas uma leitura no meu recém-adqirido e ja esquecido dinamarquês pra descobrir que, bom, ele vale por 1 hora a partir da hora da compra. Pois é, sem moedas, sem paciência, vamos dormir e amanhã a gente compra de novo.Quem mandou querer ser precavido?